sexta-feira, 28 de maio de 2010

# 04 Cadernos a Oriente

O tempo está a mudar a hora mudou de súbito ….

Acordei cedo e decidi pegar no carro, ouvi falar num rio… parece que andam a perder o juízo, um rio no deserto? Juram a pés juntos que sim, que existe… já não sei? É melhor ver, para crer?

- Vamos por partes….

Parte 1:

Confirmo, acho que estou a ficar um pouco de alienado, tentei pagar o pequeno-almoço numa estação de serviço com uma pasta de dentes?????!!!!!!

Passo a explicar… pego numa garrafa de leite e num bolo acondicionado em papel… o senhor atrás do balcão pede 2 ryads, eu saco da pasta de dentes que por engano coloquei no bolso ainda estremunhado no quarto, e com a maior das tranquilidades assento no balcão, pensando que se tratava da minha carteira.

Como é óbvio ambos rimos como dementes.

Parte 2:

Continuo a pensar…. na alienação.... na Arábia tudo é possível…

Vi um camião baleia?

È verdade um camião baleia (cisterna), cheio de água e sem vedante no buraco principal (a entrada)... então cada vez que acelerava a água dançava dentro do tanque e brotava para o exterior e cada vez que travava … a água percorria toda a área útil da cisterna e com o vácuo, bbbbbbbbbbbbbbffffffffffffffffffffff!!!!!!!!!!!!!!!!! atingindo uma altura impressionante, parecia uma baleia no meio do asfalto :)

Parte 3:

Já não sei ?

Vi um homem sozinho a tentar empurrar um camião :)

Acho que estou a ficar doidinho?

Parte 4:

Normalmente os Sauditas não têm qualquer tipo de formação e prevenção rodoviária, fazem rotundas ao contrário, circulam de portas abertas nas carrinhas, em contra-mão , fazem marcha a trás numa via em que os outros andam a 120km\s…. e mal um semáforo passa a verde, apitam que nem uns loucos.

Mas hoje foi diferente, hoje é Domingo ( Sexta-feira na Europa), muito pouca gente circula pelas ruas e encontrando-me só com um Saudita à espera do sinal verde…. sabia que não voltava a ter outra oportunidade, chegara a hora da “vingança”…… miro por entre os óculos….. e mal passa a verde eu começo a apitar que nem um louco e a refilar com o homem do carro ao lado para que avance, pois está verde, de verde passou a roxo o seu rosto de tal incompreensão, mais adiante confirmo para mim mesmo que estou a ficar um pouco alienado.

PS: Não dei com o rio, nem com o deserto, perdi-me na cidade.

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