
Tirar fotografias na Arábia Saudita é um feito, o Ocidental que o consiga fazer com qualidade é um herói, se alguém for confiscado pela polícia será preso… quiçá…. mediante o teor da fotografia, arrisca-se a ser preso ou a ter data marcada na próxima sexta-feira em praça pública.
Na melhor das sortes a arte da fotografar pode custar, apedrejamento ou 25 chicotadas, numero mínimo permitido por lei.
Quanto mais proibido é o acontecimento, mais apetecido é o acto de aprisionar o momento….
Aqui existem rostos para todos os gostos, caras e gestos denunciantes, corpos vencidos pela exaustão e consumidos pelo calor, desidratados pela luz, consumidos pela areia.
Momentos de alto teor acontecem todos os dias, proibições, condicionamentos, luxo, aberrações, desrespeito imutável pelos direitos humanos, pessoas que necessitam de um carinho de um sorriso de uma palavra…. de uma mão. Tudo o que acontece, não acontece por acaso, acontece simplesmente.
Quem nada tem, refugia-se na religião independentemente do local… Maomé é o todo-poderoso e a cidade Santa Makkah (Meca) e a sua Quibla (direcção), estão sempre no pensamento dos devotos.
Pode ser num semáforo, pode ser no meio de um aterro sanitário, na estrada, no deserto, no baldio, etc……
os pés entram em contacto com o solo depois de lavados e o tapete, papelão, madeira, wherever…. servem de base para os joelhos… a testa toca o chão…. as maõs levantam-se e o sol parece abençoar o momento… êxtase… silencio interior.
Não interessa o lugar interessa é a hora e a Quibla, Makkah.
Não interessa o destino mas sim a viagem!!!
ResponderEliminarUm grande abraço meu amigo.