Episódio #01
Não se explica, vive-se ou sobrevivesse… concebida a tolerância referente ao Ramadão, fiz 400 quilómetros para ver o maré no Golfo Pérsico, Ad Dammam e Al Khobar foram as referências indicadas para essa área……… 400 quilómetros plenos de deserto onde até os camelos são escassos, todavia encontram-se ainda curiosas situações, como homens perdidos à beira da estrada, secos como tâmaras, rodeados de areia, esperam o quê?
Boa pergunta ?
400 quilómetros com uma única estação de serviço… perdida, suja, abandonada, amarela, fedorenta… atestado o depósito, soltas as águas e tomado o chá existente ….. preto ou branco….
Retoma-se a viajem, perdem-se os olhos e os pensamentos na imenso pano cru do deserto, cruza-se o universo de areia e pensa-se em pessoas, em caras e vidas…. vidas normais…….. noites frescas….. ausências de ar condicionado, abraços, sonos e sonhos bem dormidos …. correm as imagens e aos poucos vence-se o deserto……… surgem os primeiros sinais de vida, surgem as primeiras indicações, surgem os postos de controlo, surgem os Guardas com os típicos uniformes em tons de verde, as barbas grandes, os dentes castanhos do chá… do café turco ou do tabaco de mascar… surgem as rusgas aos carros, a procura de terrorismo, a procura de identificação e o porquê de tal deslocação ao Golfo Pérsico ?
- De onde se responde, queríamos ver o mar ?
- Ver o mar ?
Acenam com a cabeça e murmuram…. entre si ….. algo do género…. “estes Romanos devem estar loucos”.
Os seres verdes, não alcançam o propósito, não perspectivam… suponho….. que nem suspeitam que a areia do deserto é composta por um aglomerado de grãos ?
- Ok !!! Podem passar………….
Para a direita Kuwait, para a esquerda Hofuf Mabarraz em frente Ad Dammam….
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