domingo, 11 de abril de 2010

Carta ao amigo!

Não és meu amigo de infância, tão pouco de escola ou faculdade, és sim sem seres do sangue, meu irmão, amigo para a vida, cúmplice, camarada, confidente, conselheiro!
Neste teatro que é a vida sempre estiveste na primeira fila a contribuir, a apoiar, estiveste lá mesmo até quando a minha actuação não era a mais brilhante, quando a sala estava vazia e eu olhava em frente e no vazio e escuro do teatro, lá estavas tu!
È por estas e por outras que gosto de ti, que tenho um enorme orgulho de me ter cruzado contigo no plateu desta vida. Juntos já corremos meio mundo, já fizemos trekking nas montanhas da Mongólia, já partilhámos um charuto em Cuba, bebemos um martini numa piazza de Florença, corremos pelos campos da Toscana, dançámos ao som de Piazzola pelas ruas de San Telmo, colhemos azeitonas numa ilha grega, petiscamos umas tapas nas Ramblas, estivemos juntos a ver barcos partir no porto de Nápoles,ouvimos Kusturica pelas ruas da Sérvia, vimos nascer o sol na Nova Zelândia, bebericamos um chá no deserto, na prática não fizemos nada disto mas contudo é esta a beleza da nossa amizade, sonhar! Tens o poder de de me fazer sonhar! Gosto de ti meu irmão, estou á tua espera para beber uma cerveja na taverna do Beliche, saltar valados, calcorrear as ruas de Lisboa numa 4l, passar horas a fotografar tudo e coisa nenhuma, rir, dançar, chorar, no fundo falar de tudo e de coisa nenhuma, viver a vida porque a vida é um milagre!!! Até já.

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