“(…) Este povo, que tanto espera do céu, olha pouco para o alto onde diz que o céu é. Anda gente a trabalhar nos campos, as pessoas, nas aldeias, entram e saem das casas, vão para o quintal, à fonte, agacham-se atrás de um pinheiro, só uma mulher que estava deitada num restolho com um homem em cima de si cuida de ver qualquer coisa a passar no céu, mas julga serem visões próprias de quem está a gostar tanto (…)
- José Saramago, in Memorial do Covento -
Este pequeno trecho fez-me lembrar o homem azul dos filmes do Kusturica, não o encontrei, só a nossa querida Bubamara.....
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